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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

As fases da Lua

Olá, meus queridos!
Conforme o combinado em sala de aula, segue em anexo o texto para apoio sobre as fases da lua. O texto foi inteiro retirado do site do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. O texto com as imagens pode ser acessado no sítio http://astro.if.ufrgs.br/lua/lua.htm .

Bons estudos,
Prof. Dauto


À medida que a Lua viaja ao redor da Terra ao longo do mês, ela passa por um ciclo de fases, durante o qual sua forma parece variar gradualmente. O ciclo completo dura aproximadamente 29,5 dias. Esse fenômeno é bem compreendido desde a Antiguidade. Acredita-se que o grego Anaxágoras (± 430 a.C.), já conhecia sua causa, e Aristóteles (384 - 322 a.C.) registrou a explicação correta do fenômeno: as fases da Lua resultam do fato de que ela não é um corpo luminoso, e sim um corpo iluminado pela luz do Sol.
A face iluminada da Lua é aquela que está voltada para o Sol. A fase da lua representa o quanto dessa face iluminada pelo Sol está voltada também para a Terra. Durante metade do ciclo essa porção está aumentando (lua crescente) e durante a outra metade ela está diminuindo (lua minguante). Tradicionalmente apenas as quatro fases mais características do ciclo - Lua Nova, Quarto-Crescente, Lua Cheia e Quarto-Minguante - recebem nomes, mas a porção que vemos iluminada da Lua, que é a sua fase, varia de dia para dia. Por essa razão os astrônomos definem a fase da Lua em termos de número de dias decorridos desde a Lua Nova (de 0 a 29,5) e em termos de fração iluminada da face visível (0% a 100%). Recapitulando, fase da lua representa o quanto da face iluminada pelo Sol está na direção da Terra.
As quatro fases principais do ciclo são:
Lua Nova:
  • Lua e Sol, vistos da Terra, estão na mesma direção
  • A Lua nasce tex2html_wrap_inline31 6h e se põe tex2html_wrap_inline31 18h.
 
A Lua Nova acontece quando a face visível da Lua não recebe luz do Sol, pois os dois astros estão na mesma direção. Nessa fase, a Lua está no céu durante o dia, nascendo e se pondo aproximadamente junto com o Sol. Durante os dias subsequentes, a Lua vai ficando cada vez mais a leste do Sol e, portanto, a face visível vai ficando crescentemente mais iluminada a partir da borda que aponta para o oeste, até que aproximadamente 1 semana depois temos o Quarto-Crescente, com 50% da face iluminada.
Lua Quarto-Crescente:
  • Lua e Sol, vistos da Terra, estão separados de 90°.
  • a Lua está a leste do Sol e, portanto, sua parte iluminada tem a convexidade para o oeste.
  • a Lua nasce tex2html_wrap_inline31meio-dia e se põe tex2html_wrap_inline31 meia-noite
 
A Lua tem a forma de um semi-círculo com a parte convexa voltada para o oeste. Lua e Sol, vistos da Terra, estão separados de aproximadamente 90°. A Lua nasce aproximadamente ao meio-dia e se põe aproximadamente à meia-noite. Após esse dia, a fração iluminada da face visível continua a crescer pelo lado voltado para o oeste, até que atinge a fase Cheia.
Lua Cheia
  • Lua e Sol, vistos da Terra, estão em direções opostas, separados de 180°, ou 12h.
  • a Lua nasce tex2html_wrap_inline31 18h e se põe tex2html_wrap_inline31 6h do dia seguinte.
 
Na fase cheia 100% da face visível está iluminada. A Lua está no céu durante toda a noite, nasce quando o Sol se põe e se põe no nascer do Sol. Lua e Sol, vistos da Terra, estão em direções opostas, separados de aproximadamente 180°, ou 12h. Nos dias subsequentes a porção da face iluminada passa a ficar cada vez menor à medida que a Lua fica cada vez mais a oeste do Sol; o disco lunar vai dia a dia perdendo um pedaço maior da sua borda voltada para o oeste. Aproximadamente 7 dias depois, a fração iluminada já se reduziu a 50%, e temos o Quarto-Minguante.
Lua Quarto-Minguante
  • a Lua está a oeste do Sol, que ilumina seu lado voltado para o leste
  • a Lua nasce tex2html_wrap_inline31meia-noite e se põe tex2html_wrap_inline31 meio-dia
A Lua está aproximadamente 90° a oeste do Sol, e tem a forma de um semi-círculo com a convexidade apontando para o leste. A Lua nasce aproximadamente à meia-noite e se põe aproximadamente ao meio-dia. Nos dias subsequentes a Lua continua a minguar, até atingir o dia 0 do novo ciclo.
O intervalo de tempo médio entre duas fases iguais consecutivas é de 29d 12h 44m 2.9s (tex2html_wrap_inline51 29,5 dias). Esse período é chamado mês sinódico, ou lunação, ou período sinódico da Lua.
O período sideral da Lua, ou mês sideral é o tempo necessário para a Lua completar uma volta em torno da Terra, em relação a uma estrela. Sua duração média é de 27d 7h 43m 11s , sendo portanto tex2html_wrap_inline31 2,25 dias mais curto do que o mês sinódico.
O período sinódico da Lua, com duração de aproximadamente 29,5 dias (variando entre 29,26 6 e 29,80 dias), é, em média, 2,25 dias maior do que o período sideral da Lua porque nos 27,32 dias em que a Lua faz uma volta completa em relação às estrelas (o período sideral da Lua), o Sol de desloca [360°/(365,25 dias)] aproximadamente 27°=(27 dias × 1°/dia) para leste e, portanto, é necessário mais 2 dias [27°/(360°/27,32 dias)] para a Lua se deslocar estes 27° e estar na mesma posição em relação ao Sol, que define a fase.

terça-feira, 1 de março de 2011

CONTEÚDO TEÓRICO - 9° ANO - CAPÍTULO 02 - O MUNDO QUE NÃO VEMOS

Hi (Oi)!

Estimados alunos que conversam demais, antes de mais nada gostaria de dar minhas CONGRATULATIONS pelo excelente desempenho na prova. Foram muito bem e tal fato me deixou HAPPY. Estou postando o conteúdo teórico que deverá constar no caderno de forma manuscrita. Devido contratempos só consegui postar agora, portanto, ficará para próxima segunda-feira a conferência dessa atividade.
Obs.: ainda não tenho relógio... mas..... rsrsrs


Um grande abraço,
Divirtam-se!

DAuTO





Introdução
Existem diversos modelos, conjunto de ideias e representações, para explicar a constituição dos materiais, suas propriedades e transformações. Desde os tempos mais remotos o homem foi fascinado pela diversidade de materiais e suas propriedades. Diversos foram os cientistas e filósofos que dedicaram seus trabalhos a estudar a composição da matéria.
Na antiguidade acreditava-se que dividindo a matéria em pedaços cada vez menores, chegar-se-ia num ponto onde partículas, cada vez menores, seriam invisíveis ao olho humano e, segundo alguns pensadores, indivisíveis. Graças a essa propriedade, receberam o nome de átomos, termo que significa indivisíveis, em grego. Foi quando surgiu entre os filósofos gregos o termo atomismo.
Parmênides propôs a teoria da unidade e imutabilidade do ser, esta, estava em constante mutação através dos postulados de Heráclito.
O atomismo foi a teoria cujas intuições mais se aproximaram das modernas concepções científicas sobre o modelo atômico.
No século V a.C. Leucipo de Mileto juntamente a seu discípulo Demócrito de Abdera, considerado o pai do atomismo grego, discorreram sobre a natureza da matéria de forma elegante e precisa.
Demócrito, propôs que a realidade, o todo, se compõe não só de átomos ou partículas indivisíveis de natureza idêntica, conforme proposto por Parmênides. Demócrito acreditava que o vácuo era um não ente. Esta tese entrou em franca contradição com a ontologia parmenídea.
Heráclito postulava que não-ente (vácuo) e matéria (ente) desde a eternidade interagem entre si dando origem ao movimento. E que os átomos apresentam as propriedades de: forma; movimento; tamanho e impenetrabilidade e, por meio de choques entre si, dão origem a objetos.
Segundo Demócrito a matéria era descontínua, portanto, ao invés dos corpos macroscópicos, os corpos microscópicos, ou átomos não interpenetram-se nem dividem-se, sendo suas mudanças observadas em certos fenômenos físicos e químicos como associações de átomos e suas dissociações e que qualquer matéria é resultado da combinação de átomos dos quatro elementos: ar, fogo, água e terra.


Constituição dos materiais – Teoria Cinética
A teoria cinética, modelo de partículas ou ainda modelo cinético molecular é a atual teoria aceita pela maioria dos cientistas para explicar a constituição da matéria. Explica o comportamento  da matéria  baseada na atração das moléculas.
Segundo a teoria cinética, os materiais são:
  • formados por pequenas partículas denominadas átomos;
  • Entre as partículas existem espaços  vazios;
  • As partículas apresentam movimento perpétuo em todas as direções;
  • As partículas interagem entre si.

Características da matéria
SÓLIDO: átomos vibram em posições fixas, partículas organizadas, pouca liberdade de movimento, próximas umas as outras e com muitas ligações químicas.
LÍQUIDO: moléculas vibram e mudam de posições. São ligeiramente afastadas e com liberdade de movimento intermediária. As ligações químicas estão em menor quantidade em relação aos sólidos.
GÁS: moléculas movem-se livremente em altas  velocidades (velocidades moleculares). Estão muito afastadas e com ausência quase total de ligações químicas.



Temperatura
É a medida do nível de agitação das partículas de um corpo.

Equilíbrio Térmico
Quando duas substancias com temperaturas diferentes são misturadas,  ambas possuem diferentes níveis de agitação. Assim, com o passar do tempo, devido a troca de calor, ambas assumirão a mesma temperatura. De acordo com o modelo cinético, supõe-se que as partículas vibrarão na mesma intensidade.

Densidade
A densidade é uma propriedade importante dos materiais. Ela representa a relação entre a massa e o volume de uma solução.



ROTEIRO DE ESTUDO - 7° ANO - CAPÍTULO 2 - OS AMBIENTES DA TERRA

Olá 7° ano!
Conforme combinamos durante a aula, segue o roteiro de estudo que deverá constar de forma manuscrita no caderno. Infelizmente, não consegui postar essas atividades antes. Portanto, fica para a próxima segunda-feira a conferência dessa atividade, ok?! Assim, tem todo o restante da semana para se dedicarem a essa atividade.

Um grande abraço!
Juízo e divirtam-se com a tarefa..rsrs

Prof. DAuTo BorGueTI


Introdução
A distribuição dos seres vivos está relacionada aos hábitats a que eles estão adaptados a sobreviver. Essas condições de hábitats, por sua vez, estão relacionadas com diversos fatores como, por exemplo, solo e clima.  Assim, se um ser vivo não estiver adaptado a sobreviver em determinado ambiente, ele se torna incapaz de reproduzir e deixar descentes para perpetuação de sua espécie, dessa forma, extinguindo-a. Dessa forma, para sobreviver em regiões com condições climáticas extremas requer adaptações.

Ambientes gelados
Os ambientes gelados são representados pelo Ártico e Antártida.

Ártico
Nesse ambiente, os invernos são muito longos e a temperatura pode chegar a – 60ºC. O solo é pobre em nutrientes e apresenta uma camada superficial congelada. Durante três meses em que a temperatura pode alcançar 10ºC ocorre a quebra da dormência das sementes e, portanto, a germinação.
A fauna é representada por invertebrados, como os artrópodes, e vertebrados, como mamíferos, aves e peixes. Várias adaptações foram desenvolvidas por esses animais, tais como, pelos abundantes recobrindo a pele, camadas de gordura para evitar a perda de calor e a hibernação.

Antártida
A Antártida é caracterizada por uma grande camada de gelo e por invernos que podem chegar a  -89ºC. A fauna é caracterizada por invertebrados aquáticos, peixes, aves e mamíferos.
Os animais apresentam características adaptativas como o agrupamento dos pinguins ou a dupla camada de pena com uma camada de gordura nas aves. A flora se limita a poucas espécies de algas.

Ambientes Temperados
Os ambientes temperados são caracterizados pelas quatro estações do ano bem definidas. Há grande biodiversidade de fauna e flora graças as amplas condições climáticas.

Ambientes quentes e secos
São caracterizados por elevadas temperaturas durante o dia e queda durante a noite. A água é limitada. São exemplos de ambientes quentes e secos os desertos e, no Brasil, a Caatinga.

Desertos
É caracterizado por altas temperaturas, chuvas escassas e ar seco. A flora é marcada por adaptações que reduzem a perda de água, como redução de folhas a espinhos, como os cactos. A fauna é representada, em sua maioria, por répteis.

Caatingas
A flora é representada por vegetação arbustiva e esparsa. Armazenam água no caule como adaptação para suprir a pouca chuva. Solos são férteis, mas não armazenam água.  A fauna é representada por cobras, lagartos, asas brancas, carcarás e gambas.

Ambientes intermediários entre o chuvoso e o seco
São ambientes representados pelas savanas africanas e cerrados brasileiros. Possuem dois períodos bem marcados: uma época de chuva e outra de seca.

Savanas africanas
A flora é caracterizada por árvores de porte médio e com muito espaço entre si, com muitos arbustos e vegetação gramínea rasteira. Entre os animais destacam-se os grandes herbívoros, elefantes, girafas, antílopes, rinocerontes e zebras. Encontram-se também os grandes predadores, tais como, leões e leopardos.

Cerrados
O cerrado brasileiro é um bioma que ocupa aproximadamente dois milhões de km2 representando cerca de 20% da área do país.  Dados do IBGE revelam que incluindo as “áreas de contato” entre Cerrado e outros tipos de vegetação, a área do Cerrado chegaria a 2,2 milhões de km2. Embora apresente homogeneidade fisionômica de sua vegetação, os levantamentos florísticos realizados apontam grande variação no número de espécies e composição florística bastante diversificada no Cerrado, sendo assim um importante sistema ecológico-econômico.
O solo do cerrado é muito ácido, pobre em nutriente e rico em alumínio. Uma característica importante do cerrado são as queimadas regulares que quebram a dormência de muitas plantas, iniciando, assim, a germinação.

Ambientes quentes e úmidos
Nesses ambientes as temperaturas são superiores a 20ºC e chove durante todo o ano. A flora é representada por grandes árvores com vários estratos.

Florestas Tropicais
As florestas representam cerca de 7% da cobertura terrestre, entretanto, é o ambiente mais rico em biodiversidade. No Brasil, as florestas tropicais são representadas pela Mata Atlântica e pela Floresta Amazônica. A flora é representada por grandes árvores que formam copas que se juntam umas as outras formando o dossel. Dos animais, destacam-se, onças, cobras, macacos, preguiças, sapos, muitas aves e insetos.

Pantanal
O Pantanal é caracterizado por períodos de chuvas, onde ocorrem inundação e fertilização do solo pelas enchentes que carregam detritos vegetais pelas águas. Na época de seca, essa região se torna excelente para a pastagem. A flora é caracterizada por espécies da Floresta Amazônica, dos cerrados e de capins dos campos de pastagens. Da fauna destacam-se, onças, cobras, jacarés, aves e mamíferos.                  

Cavernas
São cavidades subterrâneas formadas pelas erupções vulcânicas, pela ação dos ventos e da água.
As cavernas são formadas em grandes rochas calcárias. A água dissolve o gás carbônico atmosférico e penetra no solo formando uma mistura ligeiramente ácida. Essa mistura reage com o material que forma as rochas calcárias, o carbonato de cálcio (CaCO3) e a medida que isso vai acontecendo forma-se uma nova substancia, o bicarbonato de cálcio (Ca(HCO3)2). O bicarbonato de cálcio dilui-se na água e ao ser transportado pelas rochas vai aumentando as fissuras. Esse processo ao longo de milhões de anos formam as cavernas no interior das rochas.  Durante a formação das cavernas, o carbonato de cálcio que se forma após a evaporação formam estruturas verticais chamadas estalactites e estalagmites.  Nas cavernas, devido à ausência de luz não existem plantas e os animais são detritívoros. São representados por morcegos, piolhos de cobra, escorpiões e aranhas. Nas lagoas que se formam podem viver os bagres-cegos, moluscos e camarões das cavernas.

Ambientes Aquáticos
A sobrevivência em ambientes aquáticos requer algumas adaptações para driblar a pouca quantidade de oxigênio e luz. Os produtores dos ambientes aquáticos são o fitoplâncton.
Nos ambientes de água doce (baixa salinidade), são diferenciados dois tipos de ambientes, os de água corrente (rios, riachos e córregos) e, os de águas lenticas (lagos e lagoas).
Em ambiente de água salgada é fonte de recursos para populações humanas devido a grande biodiversidade. A biodiversidade diminui a medida que ocorre o distanciamento de regiões costeiras.

Mangues
Os mangues são áreas de areia fina e iodo com grande quantidade de água. O teor de sal dos mangues varia de acordo com a quantidade de água de mar ou de rio. O mangue ocorre em toda a costa brasileira, menos em regiões rochosas.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

ROTEIRO DE ESTUDO - CAPÍTULO 01 - MODELANDO O COSMO - 9º ANO

CAPÍTULO 01 – MODELANDO O COSMO




01. Conceitos sobre modelos

Introdução
Modelo científico: é um conjunto de ideias e imagens que nos permite explicar fenômenos já conhecidos e prever novos fenômenos.
Exemplo: modelo científico para o modelo das moléculas de água – substância resultante da combinação de partículas ainda menores – dois átomos de hidrogênio e um oxigênio.
As teorias cientificas são conjuntos bem mais complexos sobre ideias utilizadas para criar, inventar ou construir modelos. Para um mesmo fenômeno natural pode existir diversas teorias cientificas.
Vários fenômenos naturais foram explicados por meio de teorias cientificas. Por exemplo, a Teoria da Atração Gravitacional proposta por Isaac Newton – dá sustentação ao afirmar que os astros do sistema solar se atraem uns aos outros com uma força denominada gravidade.
Através de inúmeras observações da repetição de fenômenos naturais, tais como, o aparecimento do Sol a leste e desaparecimento a oeste, as fases da Lua, o movimento aparente das estrelas durante a noite, o homem reuniu pistas e cruzou informações construindo hipóteses. Assim, vários modelos foram desenvolvidos.
Através de inúmeras observações da repetição de fenômenos naturais, tais como, o aparecimento do Sol a leste e desaparecimento a oeste, as fases da Lua, o movimento aparente das estrelas durante a noite, o homem reuniu pistas e cruzou informações construindo hipóteses. Assim, vários modelos foram desenvolvidos.
Modelo dos gregos
Os gregos inauguraram a ideia de que o Universo tem uma ordem e que é possível descobri-la. Essa nova era iniciou-se com Tales de Mileto (625 a.C e 546 a.C) que fundou a filosofia que buscava identificar do que os objetos e os materiais eram feitos e como essa constituição explicava suas características e transformações.
Aristóteles (384-322 a.C) foi um dos filósofos gregos que mais influenciou a cultura ocidental. Ele defendia a imobilidade da Terra, acreditando que o Sol, a Lua e o resto do Universo é que se movia ao redor de nosso planeta. A Lua era uma espécie de marco que dividia  o Universo em duas regiões diferente: o mundo sublunar e o supralunar. O mundo sublunar era composto dos quatro elementos: terra, ar, fogo e água – nesse mundo existiam transformações constantes. No mundo supralunar tudo era eterno e perfeito. Essa matéria foi denominada éter, quinto elemento ou, ainda, quinta-essência.
Ainda na visão grega, o movimento dos astros deveria ser circular e uniforme. Esse movimento não tem início e nem fim. Entretanto, Mercúrio, Vênus, Marte,  Júpiter e Saturno, visíveis a olho nu, eram os cinco planetas conhecidos na Antiguidade e não desenvolviam movimentos circulares o que ia contra os princípios defendidos pelos gregos.
Modelo geocêntrico de Ptolomeu - Claudius Ptolomeu, astrônomo de Alexandria, que viveu no século II d.C., elaborou um modelo para explicar o movimento dos planetas tendo como base a ideia de que os movimentos dos astros eram circulares. Desenvolveu matematicamente modelos ajustando os tamanhos e as velocidades dos diversos círculos das órbitas dos planetas.
As ideias básicas de Ptolomeu são:
•          O céu tem forma esférica e as estrelas que formam as constelações giram conjuntamente;
•           a Terra é esférica e ocupa um ponto privilegiado próximo ao centro do universo.
•          A Terra está parada; não apresenta nenhum movimento;
•          Trajetórias descritas pelos corpos celestes resultam das combinação de movimentos circulares.

O modelo heliocêntrico
O modelo heliocêntrico foi proposto pelo astrônomo Nicolau Copérnico (1473-1543) após treze séculos do sistema ptolomaico. Segundo Copérnico, a Terra teria dois movimentos – a rotação e a translação.
“Deus, o grande Arquiteto, não poderia ter criado um mundo matematicamente tão feio! Nem teria colocado o Sol, astro luminoso e grandioso, em uma posição que não fosse central”.
Copérnico teve vários seguidores entre eles, Johannes Kepler (1571-1630), Galileu Galilei (1564 – 1642) e Isaac Newton (1642-1727). As obras de Copérnico foram abolidas durante muito tempo, pois iam contra a ordem e tranquilidade imposta pela igreja católica.


Método Científico de Galileu
Galileu Galilei nasceu em Pisa, em 1564. Matriculou-se na Escola de Artes da sua cidade, em 1581, com a finalidade de estudar medicina. Contudo, não terminou o curso e dedicou-se aos estudos da matemática, que eram os seus prediletos, ao lado da observação dos fenômenos físicos.
Aspecto fundamental da contribuição de Galileu: a fundamentação do método científico. Este teria, no sentir do pensador, quatro passos básicos, que seriam, em primeiro lugar, a observação dos fenômenos, tal como estes são apreendidos pelo observador, afastados os preconceitos extracientíficos; em segundo lugar, a formulação da hipótese, como explicação tentativa que deveria ser confirmada; em terceiro lugar, a experimentação, em virtude da qual toda afirmação sobre fenômenos naturais deveria ser verificada, mediante a produção do fenômeno em determinadas circunstâncias, ou mediante a observação sistemática dos fatos objeto da ciência e, em quarto lugar, a formulação da lei, que seria possível graças à identificação de regularidades matemáticas na natureza.

Fonte: Modelo o cosmo. Construindo Consciências. APEC – Ação e pesquisa em educação em Ciências. Editora Scipione. 2006

Olá caros alunos, desculpem a demora para blogar o conteúdo de estudo. Aproveitem o máximo a leitura para sanar todas as dúvidas. Um grande abraço, com carinho...
Prof. Dauto

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

ESTUDO DIRIGIDO DE CIÊNCIAS– 8º ANO – CAPÍTULO 01 – OS MINERAIS E A VIDA


Conforme combinamos em nossa última aula, estou mandando as questões para nortear vossos estudos. De qualquer forma, volto a insistir, o mais importante que estudar para as provas é aprender para a vida. Evitem as meras decorações que se apagarão no outro dia como um passe de mágica. Conhecimento é construção, então, vamos colocar tijolinho por tijolinho. Bons estudos.

ESTUDO DIRIGIDO – 8º ANO – CAPÍTULO 01 – OS MINERAIS E A VIDA
01) A manutenção dos processos vitais é de grande complexidade graças ao grande número de moléculas e substâncias envolvidas. Assim, faça uma breve definição dos minerais e suas funções no organismo.

02) Para atender as necessidades nas diferentes etapas de vida são necessárias algumas alterações na dosagem dos sais minerais. Faça uma relação entre a quantidade de cálcio administrado na infância, fase adulta e na terceira idade e sua atuação no organismo.

03) Discorra sobre o ciclo dos elementos minerais elencados abaixo:
a) cálcio
b) sódio
c) cloro
d) ferro

04) Desde os tempos mais remotos o homem se preocupou em conhecer a estrutura dos materiais. Inúmeros foram os filósofos e cientistas que propuseram explicações para os materiais. Explique o modelo atômico proposto por J. Dalton, J.J. Thomson e Rutherford-Bohr.

05) Como foi concebida a tabela periódica atual de Henry Moseley? Quais as informações obtidas na tabela periódica? Como os elementos são organizados?


Um grande abraço,
Prof. Dauto!

Olá meus caros estudantes!