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sábado, 5 de novembro de 2011
Amor por Contrato trailer legendado
Trailer do filme que comentei na aula de sexta-feira com a segunda série do Ensino Médio.
Aborda a questão discutida em aula (imagem e a influência sobre as pessoas).
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Redação ENEM 2011 - Comentada
A prova de Redação do Enem 2011 não inovou quanto ao tipo de texto exigido; como todos os anos, os alunos foram solicitados a produzir um texto dissertativo-argumentativo.
Neste ano de 2011, o tema solicitado diferiu um pouco de anos anteriores, quando se centrava em assuntos tipicamente nacionais e/ou de cunho sócio-político. Vale lembrar que em 2010 o tema foi "O trabalho na construção da dignidade humana"; 2009, “O indivíduo frente à ética nacional” (a primeira versão da prova versava sobre o Estatuto do idoso); em 2008, a temática foi a preservação da Floresta Amazônica. A prova deste ano exigiu que o aluno escrevesse sobre um assunto universal, pertencente à realidade, à vivência de qualquer país do mundo: a utilização, cada vez mais frequente, de redes sociais virtuais no processo de socialização.
É bem provável que os alunos que prestaram o exame não sentiram dificuldade de dissertar sobre o assunto, uma vez que a utilização de redes como Orkut, Facebook, Twitter e tantas outras é uma constante do quotidiano destes jovens há tempos. O enfoque proposto levava a uma reflexão sobre os limites entre o público e o privado, sobre conceitos e valores relativos ao público, ao privado e/ou a linha tênue que os separa.
Como nos anos anteriores, a coletânea ajudou o candidato a ter uma visão muito clara do tema proposto.
O primeiro trecho, extraído da Revista Galileu, apresentava o acesso à Internet como direito fundamental do ser humano, reconhecido pela ONU, com a mesma importância da educação, da moradia e da saúde. Esse trecho expunha a importância do "estar conectado", uma vez que, em muitos aspectos, para se exercer a cidadania é necessário o domínio das novas tecnologias. Para se pensar sobre isso, basta uma breve observação da realidade hoje: vota-se por urnas eletrônicas, faz-se operações financeiras num caixa eletrônico e/ou pelos banklines, declara-se Imposto de Renda pela rede, o próprio jovem só poderia fazer sua inscrição para o ENEM pela Internet (nada mais de formulários impressos), entre tantas outras situações que exigem o acesso e o domínio das tecnologias digitais (e vale ressaltar: acesso não garante o domínio, da mesma forma que informação não é sinônimo de conhecimento). Importante também que se pensasse sobre o processo de exclusão social dos "analfabetos digitais".
O segundo trecho, do site Terra, apresentava dados estatísticos que evidenciavam o alcance das redes sociais, um trecho mais focado no tema, por isso de grande importância para a discussão que se esperava. Pensem: 72% dos internautas estão ligados a alguma rede social. Ou seja, não participar de uma é assinar seu atestado de "bicho-estranho". Os jovens, principalmente, desenvolvem inúmeras atividades pelas redes sociais... O trecho apresentava, ainda, os aspectos favoráveis e desfavoráveis das redes sociais e chamava a atenção para a questão da responsabilidade do que se publica nesses espaços virtuais.
O terceiro texto era uma tirinha (e atesta que muita gente não sabe lê-las). A questão da privacidade invadida, ou da falsa noção de privacidade ultrapassa a representação das câmeras. A nossa vida está on-line. São fotos, textos, referências pessoais (experimente digitar seu nome no Google)... Somos julgados pelas comunidades ds quais participamos, pelo tipo de mensagens que veiculamos, pelas fotos que publicamos ou que publicam com a nossa imagem, pelas amizades que estabelecemos. Visitar um perfil de rede social transformou-se até em item/rotina do departamento pessoal de empresas. As pessoas, afinal, são uma imagem...
A maior dificuldade desse tema foi fugir do senso comum. Seria importante traçar um painel histórico para mostrar os meios de comunicação criados pelo homem e a sua evolução, fazer comparações entre os períodos anteriores à Internet, mencionar cyberbullying, ou o problema da falta de privacidade nos tempos modernos. Existem vários exemplos que poderiam ser lembrados; no Brasil, por exemplo, o Rodeio das Gordas começou por uma rede social (as inscrições eram feitas pelo Orkut).
Na conclusão, poderiam ser apresentadas propostas coerentes com o desenvolvimento escolhido, mostrando maneiras de utilização das redes sociais de forma ética, saudável e com parcimônia, de forma a premitir reflexões sociais e cidadãs.
A questão das redes sociais também apareceu na prova de linguagens, códigos e suas tecnologias e em outras áreas, embora de forma menos acentuada.
domingo, 23 de outubro de 2011
"Como as estrelas na Terra"
Hoje tive grata emoção ao assitir ao filme indiano "Como as estrelas na Terra", uma indicação da Mônica, mãe da Marini, do sexto ano. Acrescento que acredito em histórias como essa, para mim são mais reais do que fruto da ficção.
As escolas por aí estão cheias de crianças que precisam de atendimento especial, e há também muitos professores apaixonados pela docência, por isso ainda há muita história de vida que se altera pelas vias da educação.
Docência não é dom, mas para se chegar a ser educador de verdade há de se ter muita paixão pelo aprender. O conhecimento está posto no mundo, por e em tudo se constrói aprendizados.
No entanto, nem sempre essa atividade do "aprender a aprender" é fácil, é lúdica, é branda. Um professor não sai "pronto" da faculdade e um diploma não lhe garante o status de "educador". As faculdades distribuem no mercado todos os anos, semestres, licenciados, mas a formação efetiva ocorre na prática, à medida que se desenvolve um olhar especial para a profissão. Há muita gente que "dá boas aulas", que domina "boas regras" e transmite "fáceis macetes". Desculpem-me os que acreditam que isso é "ser bom professor"... Minhas convicções vão além da transmissão de conteúdos... Acredito piamente na educação que marca vidas, e não pontos numa caderneta...
Educar, nessa minha idealização de ensino, dispensa "aula show", não faz com que seja questão primordial para mim ser "a professora pop", mas me envereda por caminhos do estudo junto com meus alunos, faz-me buscar o novo, permite-me aprender junto com eles, coloca-me como pessoa humana e, por isso, suscetível ao erro, mas sempre disposta ao acerto, exige de mim um compromisso inadiável com o sucesso dos meus alunos, coloca-me a urgência de conscientizá-los: "a vida exige bastante da gente"... Por isso, temos que buscar sempre...
O filme ensina que ninguém precisa ser exímio em tudo, mas que a gente tem que buscar o nosso melhor, através das habilidades que desenvolvemos, muitas vezes sozinhos. O objetivo deve ser um só: aprender para ser!
A Mônica, ao indicar a história, teve um objetivo, mas esclareço que ele vai muito além do que a princípio ela pode imaginar. Querida Mônica, você me fez chorar bastante!!! Mas foi um choro muito bom, daqueles que me alimentam das certezas que carrego na minha alma. Eu acredito demais na profissão que escolhi, nos princípios que estabeleço, nos sonhos que alimento. Por mais difícil que seja, por mais árduo, vou escolher sempre agir conforme o que acredito... Penso que quem opta pelos "caminhos mais fáceis do ensinar" atinge a popularidade, mas os que percorrem as vias do transformar pela educação receberão, mais tarde, o reconhecimento... E reconhecimento é algo impagável, porque é prova concreta de que vidas foram tocadas.
Mais uma vez, agradeço pela indicação que se tornou um presente no meu domingo e na minha vida...
Redação ENEM 2011
Vida digital é tema da redação do Enem 2011
Candidatos consideraram o assunto “Viver em Rede no Século 21: os Limites entre o Público e o Privado” fácil
Cinthia Rodrigues e Marina Morena Costa, iG São Paulo | 23/10/2011 15:31 - Atualizada às 17:12
Vida digital é tema da redação do Enem 2011
Candidatos consideraram o assunto “Viver em Rede no Século 21: os Limites entre o Público e o Privado” fácil
O tema proposto para a redação do Exame Nacional do Ensino Médio 2011 foi “Viver em Rede no Século 21: os Limites entre o Público e o Privado”. Como ponto de partida para os candidatos realizarem a dissertação, a prova oferecia dois extratos de texto jornalísticos publicados na imprensa e uma tirinha. Os candidatos receberam bem o assunto. Neste domingo, os alunos também respondem questões de Linguagens e Matemática.
Leia também: correção comentada da prova e tudo sobre o Enem 2011 no especial do iG
“Um dos primeiros candidatos a sair da Uninove, na Barra Funda, em São Paulo, Carlos Henrique de França, 21 anos, disse que não teve dificuldade para dissertar sobre o tema. “A internet é a nossa segunda vida. Vai chegar um tempo em que a gente não vai precisar nem sair de casa para fazer as coisas”, disse o aluno que pretende conseguir bolsa do Prouni para continuar cursando engenharia mecânica na faculdade Anhanguera.
Leia também: correção comentada da prova e tudo sobre o Enem 2011 no especial do iG
“Um dos primeiros candidatos a sair da Uninove, na Barra Funda, em São Paulo, Carlos Henrique de França, 21 anos, disse que não teve dificuldade para dissertar sobre o tema. “A internet é a nossa segunda vida. Vai chegar um tempo em que a gente não vai precisar nem sair de casa para fazer as coisas”, disse o aluno que pretende conseguir bolsa do Prouni para continuar cursando engenharia mecânica na faculdade Anhanguera.
Além da redação, uma das primeiras perguntas da prova de Linguagens era sobre como funcionam as amizades no mundo virtual. Havia um gráfico com as vantagens e desvantagens das amizades recíprocas ou de um sentido só (quando a pessoa penas segue alguém na internet) e um texto de apresentação que fornecia informações que podiam ajudar os candidatos a escrever o texto dissertativo.
Ao sair da prova, a candidata Daniela Gonzaga, de 18 anos, também na Barra Funda, lembrou que as redes sociais são um bom instrumento de comunicação. “Mas temos que tomar cuidado com a exposição”. Grávida de 8 meses, Elizabeth Aparecida Rosa, de 28 anos, fez a prova porque pretende cursar pedagogia, e achou o tema simples. “Tudo agora é pelo computador. Era só ter calma e falar sobre como a internet afeta a nossa vida”, conta.
Surpresa positiva
No Maranhão, o tema foi visto como uma surpresa positiva. Principalmente porque os candidatos apostavam em temas mais “complexos” como conflitos no Oriente Médio, desmatamento, Copa do Mundo, corrupção e até mesmo conflitos agrários.
A estudante Larissa Oliveira Lima, de 18 anos, disse que ficou surpresa com o tema da redação do Enem esse ano. “Achei um tema simples e bastante atual. Não enfrentei dificuldades. Diante do que está acontecendo na Líbia, imaginei algo ligado ao ditador líbio Muamar Kadafi. Li muito sobre isso. Agora, falar de internet é bacana. Principalmente quando se tem costume de escrever sobre tudo”, comemora a estudante.
Outra que também achou o tema interessante foi Magda Gonçalves, de 20 anos. “O tema foi legal porque é algo que vivemos diariamente. Acho que consegui desenvolver uma boa redação. No geral, a prova foi relativamente fácil. Não tive surpresas desagradáveis”, analisou.
Estreante no Enem, Luane Almeida, de 18 anos, se surpreendeu pelo nível das provas nos dois dias. “Tirando a de matemática, o restante foi relativamente fácil. Eu esperava provas mais difíceis e complexas. Mas ainda bem que eu estava errada”, analisou.
Surpresa positiva
No Maranhão, o tema foi visto como uma surpresa positiva. Principalmente porque os candidatos apostavam em temas mais “complexos” como conflitos no Oriente Médio, desmatamento, Copa do Mundo, corrupção e até mesmo conflitos agrários.
A estudante Larissa Oliveira Lima, de 18 anos, disse que ficou surpresa com o tema da redação do Enem esse ano. “Achei um tema simples e bastante atual. Não enfrentei dificuldades. Diante do que está acontecendo na Líbia, imaginei algo ligado ao ditador líbio Muamar Kadafi. Li muito sobre isso. Agora, falar de internet é bacana. Principalmente quando se tem costume de escrever sobre tudo”, comemora a estudante.
Outra que também achou o tema interessante foi Magda Gonçalves, de 20 anos. “O tema foi legal porque é algo que vivemos diariamente. Acho que consegui desenvolver uma boa redação. No geral, a prova foi relativamente fácil. Não tive surpresas desagradáveis”, analisou.
Estreante no Enem, Luane Almeida, de 18 anos, se surpreendeu pelo nível das provas nos dois dias. “Tirando a de matemática, o restante foi relativamente fácil. Eu esperava provas mais difíceis e complexas. Mas ainda bem que eu estava errada”, analisou.
Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/enem/vida-digital-e-tema-da-redacao-do-enem-2011/n1597312514357.html. Acesso em: 23 out. 2011.
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
domingo, 11 de setembro de 2011
Notícias sobre o ENEM 2010
Enem 2010: média nacional sobe; MEC divulgará notas segunda
10 de setembro de 2011 • 18h32 • atualizado às 19h39
10 de setembro de 2011 • 18h32 • atualizado às 19h39
- O Ministério da Educação (MEC) divulgará nesta segunda-feira as notas médias das escolas que tiveram alunos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2010. Neste sábado, já foi liberada uma avaliação geral sobre a prova, em que o governo exalta uma evolução de 10 pontos na média obtida pelos alunos nas provas.
- Segundo o MEC, nos últimos dois anos o Enem viu o número de estudantes concluintes das escolas regulares públicas e particulares subir de 824 mil em 2009 para 1 milhão em 2010. Enquanto isso, a média obtida por esses estudantes nas quatro provas objetivas passou de 501 para 511 pontos. A meta do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), responsável pelo exame, é atingir a média de 600 pontos em 15 anos. Contudo, se forem mantidos os padrões de crescimento, a entidade prevê que seja possível antecipar essa meta em cinco anos.
- Nesta segunda, serão divulgadas as médias obtidas pelos participantes do Enem em 2010, por estabelecimento de ensino. Os resultados são calculados a partir do desempenho dos alunos concluintes, e será possível verificar as médias de todas as escolas do Brasil, por modalidade de ensino, com resultados apresentados para o ensino médio regular, para a educação de jovens e adultos e para as duas etapas em conjunto. Também estarão disponíveis as médias separadas das quatro áreas objetivas avaliadas no exame, a da redação e a geral - prova objetiva mais redação.
- Dados do Inep mostram que o número de escolas do ensino médio regular aumentou de 25.484 (2009) para 26.099 (2010). Terão as médias divulgadas os estabelecimentos de ensino com mais de dez alunos participantes. Conforme dados do Inep, 33% das escolas tiveram participação de 25% a menos de 50% dos estudantes; 27,4%, de 2% a 25%; 20,9%, de 50% a menos de 75%; 17,8%, mais de 75% dos alunos. Apenas 1% ficou abaixo de 2% de participação e não terão a média divulgada.
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Proposta para a Primeira Série do Ensino Médio
Leia os textos que seguem:
01) Hamilton (2002: 8) vai apontar para o fato de que muitos dos letramentos que são influentes e valorizados na vida cotidiana das pessoas e que têm ampla circulação, são também ignorados e desvalorizados pelas instituições educacionais: "não contam como letramento „verdadeiro‟". Um exemplo é o internetês que abordamos na Atividade 13, que é usado intensamente pelos jovens fora da escola e, nela, é ignorado ou execrado como degradação da língua. Da mesma maneira, as redes sociais e informais que sustentam essas práticas letradas (por exemplo, as redes e comunidades virtuais de que jovens de todas as classes sociais participam) permanecem desconhecidas e apagadas nas escolas, quando não têm seu acesso proibido, como é o caso da proibição de acesso ao ORKUT e ao MSN em muitas escolas e universidades conectadas.
Essas mudanças fazem ver a escola de hoje como um universo onde convivem letramentos múltiplos e muito diferenciados, cotidianos e institucionais, valorizados e não valorizados, locais, globais e universais, vernaculares e autônomos, sempre em contato e em conflito, sendo alguns rejeitados ou ignorados e apagados e outros constantemente enfatizados.
FONTE: ADAPTADO DE ROJO, R. H. R. LETRAMENTO/LETRAMENTOS: ESCOLA E INCLUSÃO SOCIAL. SÃO PAULO: PARÁBOLA, 2009.
02) A Escola que temos, e aqui estou me referindo à Escola como segmento instituído pela sociedade no século XVII, é a escola que mantém desde o seu “aparecimento” as mesmas linhas a que se destinava: poder disciplinar, poder do conhecimento linear, poder da exclusão.
Sendo assim, mantendo-se desta forma, a Escola que temos hoje se perdeu num redemoinho sem sentido e significado.
Uma vez que o homem se constitui enquanto humano (porque se projeta, porque sonha) como uma instituição que não se projetou através dos tempos, acompanhando todos os processos de transformação que o mundo veio sofrendo, pode servir para formar alguém, formar o famoso “cidadão” que todas dizem querer formar?
A Escola que queremos deveria ser a instituição, que apoiada pela sociedade, quebrasse todos os paradigmas a que está atrelada: preparação para...(vestibulinhos e vestibulares), organização seriada, currículos engessados, livros didáticos, etc.
A escola que queremos deveria ser o espaço onde o conhecimento seria tratado com prazer, sem juízo e sem medida, mas com a certeza do uso imediato para realização de projetos individuais e coletivos.
A escola que queremos deveria ser atemporal.
O professor dessa Escola andaria com uma pequena maleta, de onde tiraria suas aulas, como se tira fantasia ao abrir um livro de histórias.
A escola que queremos deveria ser o lugar de fazer criança sorrir e descobrir que a vida e seus mistérios cabem na ponta da língua e na palma da mão.
Uma vez que o homem se constitui enquanto humano (porque se projeta, porque sonha) como uma instituição que não se projetou através dos tempos, acompanhando todos os processos de transformação que o mundo veio sofrendo, pode servir para formar alguém, formar o famoso “cidadão” que todas dizem querer formar?
A Escola que queremos deveria ser a instituição, que apoiada pela sociedade, quebrasse todos os paradigmas a que está atrelada: preparação para...(vestibulinhos e vestibulares), organização seriada, currículos engessados, livros didáticos, etc.
A escola que queremos deveria ser o espaço onde o conhecimento seria tratado com prazer, sem juízo e sem medida, mas com a certeza do uso imediato para realização de projetos individuais e coletivos.
A escola que queremos deveria ser atemporal.
O professor dessa Escola andaria com uma pequena maleta, de onde tiraria suas aulas, como se tira fantasia ao abrir um livro de histórias.
A escola que queremos deveria ser o lugar de fazer criança sorrir e descobrir que a vida e seus mistérios cabem na ponta da língua e na palma da mão.
03) "Gosto de ser gente porque, inacabado, sei que sou um ser condicionado mas, consciente do inacabamento, sei que posso ir mais além dele. Esta é a diferença profunda entre o ser condicionado e o ser determinado." (Paulo Freire)
04) "O aluno que pesquisa não só aprende melhor a reconstruir conhecimento, como principalmente arquiteta sua autonomia, no sentido da cidadania ativa cientificamente bem fundamentada (Calazans, 1999; Salomon, 2000)" (in Pedro Demo)
05) "À medida que o aluno aprende a pensar, argumentar, questionar, contra-argumentar, escutar com atenção, responder com elegância e profundidade, não está apenas fazendo conhecimento, está igualmente construindo sua cidadania. Não se trata apenas de cidadania comum, mas daquela que se organiza com conhecimento de causa, produz e usa conhecimento para intervir, orienta-se pela informação mais atualizada possível, alcança colocar as questões pertinentes e as enfrentar." (Pedro Demo)
Com base na coletânea acima e nos textos estudados nas aulas de sexta-feira (02/09), redija um artigo de opinião a partir do tema :
A ESCOLA QUE TEMOS E A ESCOLA QUE QUEREMOS: COMO SONHAR E REALIZAR UMA EDUCAÇÃO SIGNIFICATIVA NAS ESCOLAS BRASILEIRAS
domingo, 21 de agosto de 2011
ENEM - Resultados
19/08/2011 - 23h25
O ministro da Educação, Fernando Haddad, informou nesta sexta-feira, 19, que os dados do Enem de 2010 por escola serão divulgados em 15 dias. Segundo ele, essa divulgação permitirá a avaliação normal, como feita nos anos anteriores, ou acrescida dos dados de proporção por escola.
De acordo com o ministro, que proferiu palestra na Câmara de Vereadores de São José dos Campos (SP), no Vale do Paraíba, o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) passará a informar a relação, por escola, de alunos que fizeram o exame. "Será um novo dado", explicou o ministro.
"Dessa forma, as famílias poderão avaliar o desempenho real das escolas de seus filhos, na proporção de alunos inscritos, sem se impressionar com eventual publicidade", disse.
O ministro disse que a divulgação habitual continua a mesma. "O atraso nessa divulgação não tem a ver com este acréscimo de informação, e sim com o recalculo do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) por conta da reaplicação da Prova Brasil em 20 escolas brasileiras", afirmou Haddad.
Disponível em http://www1.folha.uol.com.br/saber/962670-dados-do-enem-2010-por-escola-devem-sair-em-15-dias.shtml
Dados do Enem 2010 por escola devem sair em 15 dias
DE SÃO PAULO
O ministro da Educação, Fernando Haddad, informou nesta sexta-feira, 19, que os dados do Enem de 2010 por escola serão divulgados em 15 dias. Segundo ele, essa divulgação permitirá a avaliação normal, como feita nos anos anteriores, ou acrescida dos dados de proporção por escola.
De acordo com o ministro, que proferiu palestra na Câmara de Vereadores de São José dos Campos (SP), no Vale do Paraíba, o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) passará a informar a relação, por escola, de alunos que fizeram o exame. "Será um novo dado", explicou o ministro.
"Dessa forma, as famílias poderão avaliar o desempenho real das escolas de seus filhos, na proporção de alunos inscritos, sem se impressionar com eventual publicidade", disse.
O ministro disse que a divulgação habitual continua a mesma. "O atraso nessa divulgação não tem a ver com este acréscimo de informação, e sim com o recalculo do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) por conta da reaplicação da Prova Brasil em 20 escolas brasileiras", afirmou Haddad.
Disponível em http://www1.folha.uol.com.br/saber/962670-dados-do-enem-2010-por-escola-devem-sair-em-15-dias.shtml
sábado, 6 de agosto de 2011
O Sorriso de monalisa (dublado) - editado para seminário Curriculo e Cul...
Aos alunos da Primeira Série do EM:
Disponibilizei um vídeo editado do filme a que me referi na aula de quinta-feira (04/08/2011).
Quem puder, assista ao longa para que discutamos alguns aspectos na Oficina de Redação.
Segue, ainda, um texto que aborda o drama:
“O Sorriso de Mona Lisa”: direcionamentos para o trabalho em sala de aula
Em termos nacionais, é notável a desvalorização progressiva que vem ocorrendo com o professor, muitas vezes sendo visto como profissional de questionável qualidade, em meio a um emaranhado de dificuldades de formação, de condições de trabalho, com salários mal remunerados, dentre outros.
Esse profissional da educação, como ser crítico e consciente, deverá não só participar de uma reflexão com seus pares, mas deve levar tais reflexões até seus alunos possibilitando a oportunidade de que eles possam fazer análises constantes das propostas implícitas nas situações que a vida lhes oferece.
Masetto, (1994), apud Bebrens, (1996), apresenta uma perspectiva ampliada, que se refere ao professor em relação a si mesmo, propondo: a busca de um desenvolvimento pessoal e profissional pautado na reflexão.
Significa questionar profundamente as próprias posições filosóficas, epistemológicas, políticas e ideológicas, significa entender-se como ser histórico e perguntar-se sobre suas intencionalidades, o que é diferente de simplesmente discutir, informar-se, polemizar. (PIMENTEL, 1993, p. 37 apud BEBRENS, 1996, p. 38)
Criar uma nova postura do professor em relação ao aluno é outra reflexão que deve ser realizada e implica descobrir caminhos no processo pedagógico.
A formação não é feita por acumulação de cursos, de conhecimentos ou de técnicas, mas por meio de reflexões críticas sobre as práticas e de reconstrução da identidade pessoal. Ivor Goodson e Rob Walker, 1991, apud Nóvoa, 2002, defendem a necessidade de investir na práxis como lugar de produção do saber e de conferir atenção especial à vida do professor, pois muito do que o adulto retém está implicitamente relacionado com sua experiência e sua identidade.
A nova necessidade para a educação demandaria a participação efetiva dos alunos no processo educativo, o que é um patamar a se galgar para a superação do modelo vigente, que, muitas vezes, se vale pelo repasse de informações feito pelo professor e memorização realizada por parte dos alunos, sem, contudo, contar com o envolvimento real dos alunos com o conhecimento. O docente terá que levar seu aluno a transpor o mundo da escola, e terá em mente que a educação, o aprendizado, não acontece apenas nos meios escolares. Assim, o professor deve entender que o conhecimento não é estático, está em permanente movimento e construção, e que por isso, é necessário o mesmo estar atento aos recursos tecnológicos que se apresentam na sociedade. Tais questionamentos vêm de encontro às observações de Seabra, para ele:
O profissional do futuro (e o futuro já começou) terá como principal tarefa aprender. Sim, pois, para executar tarefas repetitivas existirão os computadores e os robôs. Ao homem competirá ser criativo, imaginativo e inovador. (SEABRA, 1994, p. 78 apud BEBRENS, 1996, p. 66)
O professor mais do que nunca terá que ser curioso, investigador, pesquisador, criativo e dinâmico. Além disso, o educador deve ter a percepção de que teoria e prática, pesquisa e extensão, são interdependentes e que para ele se realizar como bom profissional deve aprender constantemente. O aprender a aprender busca autonomia de professores e alunos e leva-os a criticar e refletir sua própria experiência e dela extrair conhecimentos.
É preciso que o professor resgate a sua autonomia, que lhe seja permitido a competência de compreender o processo educativo como um todo, e como capaz de estabelecer um trabalho integrado de planejamento, produção, transmissão do conhecimento; um profissional efetivo, em contraposição ao tarefeiro ou funcionário burocrático.
Assim, diante desses comentários, sugerimos aos professores que projetem o filme “O Sorriso de Mona Lisa”, o qual serve de auxiliador como recurso didático interessante e atual: o educador como profissional dinâmico em constante aprendizagem.
“O Sorriso de Mona Lisa”, dirigido por Mike Newell, é uma boa oportunidade para que os professores da Educação Básica e para os professores do Ensino Superior dos cursos de Pedagogia, Letras, História e Cinema estabeleçam análises, críticas e reflexões sobre alguns temas como: Arte Moderna, fatos históricos como a Grande Guerra Mundial, Segunda Guerra Mundial e o papel da mulher na sociedade, dentre outros. O filme é uma produção norte-americana e se passa entre 1953 e 1954, tratando da história em que Julia Roberts no papel de Katherine Watson, uma professora de vanguarda, recém-graduada consegue emprego no conceituado colégio tradicionalista Wellesley, para lecionar aulas de História da Arte.
Através da temática História da Arte, o filme “O Sorriso de Mona Lisa”, consegue passar sutilmente por substratos ideológicos marcantes, como Bergson, Nietzsche, Freud e Marx e fatos históricos como a Primeira e Segunda Guerras Mundiais, que marcaram profundamente o século XX, conseqüência viva e expressa disso foram as vanguardas, que tentaram chamar a atenção por meio da arte, mostrando a perplexidade do mundo contemporâneo.
Assim, o aspecto do uso didático do filme numa perspectiva metodológica engloba o ensino, e o conhecimento por parte dos alunos de algumas obras, por meio de ilustrações em livros didáticos e reproduções dessas obras levadas pelo professor para a sala de aula. Desse modo, o professor pode levar os alunos a analisarem as obras e refletirem de maneira dinâmica a respeito das correntes estéticas de Vanguarda na Europa, como: futurismo, expressionismo, cubismo, dadaísmo, fauvismo, abstracionismo e o surrealismo, que vêem desvelar os sentimentos humanos, expressando as angústias que caracterizavam psicologicamente o homem no início do século XX.
Dessa forma, no contexto cinematográfico, o objetivo de Katherine no filme, está dirigido para gerar um pensamento e uma ação independente nas alunas e levá-las a se interessarem vivamente pela arte e, por meio desse interesse, construírem a si mesmas enquanto cidadãs críticas e que se posicionam sobre o que está ao seu redor, em vez de seguir padrões estabelecidos. Incomodada com o conservadorismo da sociedade e do próprio colégio que trabalha e preocupada com a posição social que as jovens ocupam nessa sociedade, Katherine decide lutar contra as normas e em prol de uma reflexão por parte dessas mulheres. Dessa maneira, a professora acaba inspirando suas alunas a enfrentarem os desafios da vida. Nesse contexto, na interação com as elas, Katherine vai se descobrindo e se redefinindo.
Sendo este um filme sobre mulheres, ratifica-se que elas desempenham papéis fundamentais na trama. Nancy Abbey, sintetiza o papel social da mulher da época, representa uma personagem socialmente adaptada e perfeita, preocupada em parecer uma figura perfeita do ponto de vista dos valores sociais. Contudo seu personagem cai por terra e se mostra incapaz de tomar para si um sentido para o momento. Já a enfermeira Amanda, protagonista da história, é uma mulher forte, firme e objetiva e traz dois temas polêmicos à tona: o homossexualismo e o uso da pílula. A temática da contracepção, aliás, será um dos temas discutidos durante o filme, e que apresenta-se em momento oportuno em sala de aula como um conteúdo a ser trabalhado, por meio de debates com os alunos. Lembremos que o uso da pílula aprovada de forma formal pelo FDA, órgão norte-americano controlador do medicamento, em 1957, gerou inúmeras polêmicas nos EUA e no mundo ocidental.
A personagem Joan Brandwyn, representa a possibilidade da mulher sair do seu papel de agente passivo para agente ativo de uma sociedade tão conservadora. Joan consegue sair da sua posição, e tomar sua própria decisão: faz inscrição e é aceita pela faculdade de Direito, entretanto, abre mão da sua carreira para viver sua vida conjugal. Mas o importante é que ela faz uma escolha, e nela, é livre. Betty Warren, por pressão da família e pressão social casa-se e acaba por constatar que o casamento não é garantia de segurança social e muito menos de felicidade. Já Giselle, por sua vez, é uma moça liberal que se apaixona por homens mais velhos, representa uma personagem forte que foge dos padrões da época. Pode-se perceber uma simbologia feita pelo filme, quando Giselle, através da cena que aparece em frente ao espelho, tenta se comparar à professora Watson. Neste sentido, o espelho refere-se à função reprodutiva e refletora do pensamento, além de representar o símbolo da feminilidade.
O filme começa com o início do ano letivo e com o seguinte ritual de boas vindas: “Quem bate à porta do saber? Eu sou todas as mulheres. O que você busca? Despertar o meu espírito por meio de muito trabalho e dedicar minha vida ao conhecimento...”.Essa iniciação nos conduz a uma ótima reflexão servindo como sugestão para ser discutida em sala de aula com os alunos. O professor pode questionar seus alunos nos seguintes pontos: será verdadeiro esse diálogo? A escola tradicionalista como é apresentada no filme, permite a escolha da mulher em optar pela busca do seu autodesenvolvimento ou do casamento?
Outra sugestão a ser tratada é a arte do século XX. As estudiosas Marilvia e Oliveira (2007) pontuam que a arte do século XX é marcada por obras que exigem não apenas a contemplação, mas também a resposta, a tomada de posição, para que a imagem se complete, participando assim o observador, da construção da obra. Nota-se que dos anos 50 em diante, o ser humano seria levado a se autoconscientizar do seu papel na sociedade e aprender a olhar para dentro de si. Dessa maneira, cria suas próprias referências e descobre que deve viver em meio ao sistema, mas que o mesmo não nos deve dominar intimamente. A arte Moderna entra nesse cenário, como a própria expressão deste crescimento.
Pode-se dizer que a professora de arte representada neste filme, com sua posição de instigar a ruptura dos padrões tradicionais de educação, de questionar o conservadorismo americano, o papel submisso da mulher, teria, talvez, sua inspiração na tela de Picasso “Les Demoiselles d'Avignon”. Este trabalho apresenta-se como uma das mais importantes obras da Arte Moderna. O quadro representa mulheres em um bordel, em posições sedutoras, pintadas de forma plana e não com linhas arredondadas, como é o corpo feminino. O resultado é que as mulheres nos olham e nos solicitam um posicionamento.
A arte de vanguarda, do início do século XX, pelo que ela representa de revolucionária e questionadora, influenciou todos os setores da sociedade. Tanto a família, como a política, a cultura e também a educação, sofreram em maior ou menor grau os efeitos desse universo artístico de ruptura. Outras questões que despontam no século XX e que o professor pode trabalhar por meio de pesquisas e debates com os alunos são: as conquistas técnicas, o progresso industrial, a questão do capitalismo que se organiza e o surgimento dos primeiros movimentos sindicais que passam a interferir nas sociedades industrializadas.
Assim, o filme também retrata através do consumismo de eletrodomésticos, duas facetas. A primeira enfoca o despertar das conquistas tecnológicas e o progresso industrial, fatos marcantes do século XX, e a segunda enfoca, a questão da troca dos valores humanos em prol da mercadoria. Ocorrendo assim, segundo Sevcenko (2001, p. 88),
(...) a transformação do consumo num ato simultaneamente “libertador” e substitutivo dos desejos reprimidos. De modo que, na sociedade da mercadoria, o consumismo seria proposto como a terapia por excelência para aliviar o mal-estar gerado pela própria essência desse sistema, centrado no mercado e não nos valores humanos”
A linguagem artística criada por Picasso, o cubismo, por exemplo, é um efeito conjunto das técnicas de corte, montagem, multiplicação de perspectivas e fragmentação de visão. Essa linguagem permite que os objetos sejam vistos por diferentes ângulos, e apesar de estarmos em frente a um objeto estático (o quadro), o mesmo representa um “dinamismo sensorial” em movimento.
O que a nova estética cubista propõe já nada tem a ver com as tradicionais “belas artes”, mas é uma reflexão acerca dos novos potenciais e seu impacto transformador sobre a percepção, a imaginação e a inteligência humana. (SEVCENKO, 2001, p. 71 e 72).
De acordo com esse autor, o que o quadro representa é um dinamismo sensorial em turbilhão, como se tivessem nos deslocando em diferentes direções e vendo de vários ângulos.
Dessa maneira, não devemos nos surpreender com as reflexões que a professora de História da Arte propunha às suas alunas diante das telas apresentadas no filme. A arte questiona, a professora também. A arte causa impacto e desconcerto, a professora também. O quadro Gioconda é um marco na arte, da mesma maneira a professora também representou um marco para aquela geração de alunas.
Tal qual o sorriso enigmático de Mona Lisa, assim, também, seria o futuro dessas mulheres, que viveram a transição da educação tradicional para a educação da criticidade. Afinal de contas, as mulheres se perguntavam: para que estudar? Para se casar? Para cuidar do marido? Ou vou seguir outro caminho? Serei profissional? Mas como conciliar o lar e trabalho? Questões dolorosas e difíceis que ainda são enfrentadas pelas mulheres em pleno “pós-modernismo”, podem ser relacionadas com o objetivo da aula e serem discutidas em sala de aula, levando os alunos a questionarem e refletirem sobre a realidade, além de demonstrar que as questões enfatizadas no primeiro parágrafo deste texto, não são corretas, ou seja, que o filme não é para ser utilizado como embromação ou para “passar o tempo”, e sim, como meio pelo qual é possível permitir discussões temáticas que têm ligações diretas com o conteúdo ou também que possibilitem discussões temáticas que nem sempre são do objetivo da disciplina. Mas, que nem por isso, deixam de ser importantes, muitas vezes apresentam-se como temas transversais, como por exemplo, a questão social da mulher na sociedade, que é enfatizada no filme.
Há algumas passagens no filme que são interessantes de comentar como a cena que gera desconforto e ansiedade entre as alunas quando o quadro Carcaça, de Chaim Soutine, é apresentado a elas. Segundo Marilvia e Oliveira (2007), esse quadro é considerado o mais dinâmico representante do expressionismo. No filme o que se pode perceber é que como Soutine não é um artista clássico integrante da cultura considerada “correta” para a classe social daquelas mulheres, ele acaba por fazer com que o pensamento das mesmas se desequilibre frente a uma obra que representa “erotismo e agressividade”.
As vanguardas, manifestações radicais do Modernismo do século XX, queriam romper de forma revolucionária com a tradição e com as normas das Academias de Belas-Artes. Por isso, fizeram uso de um termo militar que definia a linha de frente, mais destrutiva do exército.
Dessa forma, como comentamos antes, Katherine, a professora revolucionária de História da Arte, apresenta-se no filme como uma professora de vanguarda, pois, era uma mulher que estava à frente do seu tempo, com seus pensamentos e ideais.
A maneira como o cinema trata o feminino é muito mais fruto das convenções, é muito mais cultural do que técnica. “Pioneira no estudo da mulher no cinema e da produção cinematográfica feminina, Ann Kaplan (1995), afirma que as imagens dominantes da mulher nos filmes são constituídas pelo e para o olhar masculino” (DUARTE, 2002, p. 53).
De modo geral, o personagem feminino nos filmes é fortemente marcado por traços misóginos, a função que cabe às mulheres na sociedade, tendo como papel casar-se, cuidar do marido e dos filhos, amando-o incondicionalmente.
A maioria dos filmes apresenta as mulheres como dependentes e incapazes de tomar decisões acertadas (sobretudo em situações de perigo); estão sempre em busca do complemento masculino, cuja presença, além de significar realização pessoal, sugere segurança e proteção. São incontáveis os filmes em que o herói aparece no momento-chave para livrar a amada das garras de um agressor (DUARTE, 2002, p. 54).
O nome dado ao filme: “O Sorriso de Monalisa”, fazendo referência ao quadro pintado por Leonardo Da Vinci, quadro que passa por diversas discussões a respeito de quem ou a que o pintor teria se inspirado, no filme tem papel primordial, quando é enfocada a seguinte questão: a mulher pintada no quadro estaria alegre ou não? Com base nessa pergunta é possível refletir também se aquelas mulheres, que estudavam no colégio Wellesley e direcionavam seus valores, suas vontades, suas vidas para o casamento, a casa, o marido e os filhos, eram mesmo felizes como diziam ser ou como esperavam ser. Que ideal de vida as sustentavam? Esse ideal e a formação que elas obtinham, permitia que as mesmas construíssem sua própria identidade, sua própria personalidade?
Outra nuance que o filme trata, é a questão do professor como ser enigmático para seus alunos, a questão do olhar do aluno para o professor, ou seja, as curiosidades que os alunos têm em relação à vida do professor, “enigmas” como: quem é esse professor, de onde ele vem, o que ele quer, ele é solteiro, casado, tem filhos, o que gosta de fazer, etc), questões que despertam curiosidades nos alunos, uma temática que pouco ou nada é pesquisada.
Assim, a projeção do filme “O Sorriso de Mona Lisa”, constituiu a tentativa de sintetizar algumas das possibilidades de uso do cinema na sala de aula e na possibilidade de propiciar que professores e alunos descubram outras tantas.
Embora o cinema já seja utilizado há algum tempo por muitos professores, pelo menos desde o final dos anos 1980, só mais recentemente estão surgindo algumas propostas mais sistematizadas que orientam o professor (...). Acreditamos que é possível, mesmo o professor não se tornando um crítico cinematográfico altamente especializado, incorporar o cinema na sala de aula e em projetos escolares, de forma a ir muito além do “conteúdo” representado pelo filme. O significado de um texto/filme é o todo, amálgama desse conjunto de pequenas partes, em que cada uma não é suficiente para explicá-lo, porém todas são necessárias e cada uma só tem significação plena em relação a todas as outras (ALMEIDA, M., 2001, p. 29 apud NAPOLITANO, 2005, p. 12) .
Desta forma, os filmes apresentados em sala de aula podem ser abordados conforme temas e conteúdos curriculares das diversas disciplinas. Ao mesmo tempo, o trabalho sistemático e articulado com filmes em salas de aula ajuda a desenvolver competências e habilidades diversas, lembrando ainda que os filmes também acabam por representar uma ideologia política. Assim, podemos dizer que o filme acima explicitado, é um filme político. Filme político não é um filme que trata de política, nem um filme partidário, mas antes de tudo, um filme que quer expor sua ideologia e causar uma reação/reflexão a partir de suas idéias. Desta maneira este demonstra ser um filme político, primeiro por representar um grito de socorro e uma carta de intenções em relação à temática desenvolvida levantando a questão da mulher, por se referir a uma formação de professora que enxerga além das possibilidades reais, que compreende e valoriza o fato de que como educadora, é na verdade “liberada” para fazer um trabalho melhor como principal agente da educação de qualidade acreditando, pois, que o professor pode fazer a diferença. Nesse processo, sua permanente intenção é a de educar, de formar seres humanos plenos e abertos ao mundo.
Na saída enigmática da professora Watson da Universidade de Wellesley, Betty aluna da referida professora termina a narração do filme nos levando novamente a outra reflexão: “...Nem todo errante é sem propósito, especialmente aquele que busca a verdade além da tradição, além da definição, além da imagem.”
Referências
BEHRENS, Marilda Aparecida. Formação continuada dos professores e a prática pedagógica. Curitiba: Champagnat, 1996.
DUARTE, Rosália. Cinema e Educação. Belo Horizonte: Autêntica, 2002.
MARILVIA; OLIVEIRA. O sorriso de Monalisa. Disponível em http://neteducacao.globo.com/site/usenet/sorrisoMonaLisa_new.jsp. Acesso em: 18/05/06.
NAPOLITANO, Marcos. Como usar cinema na sala de aula. São Paulo: Contexto, 2005.
NÓVOA, António. Formação de Professores e Trabalho Pedagógico. Lisboa: Educa, 2002.
SEVCENKO, Nicolau. A corrida para o século XXI: no loop da montanha russa. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.
Referência Filmográfica
O Sorriso de Mona Lisa. NEWELL, Mike. Columbia Pictures: Estados Unidos. 2003. 1DVD (117 min), color, legendado.
Disponível em http://www.espacoacademico.com.br/078/78santana.htm, acesso em 06/08/2011.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Resposta para questões cujas respostas nos fogem...
Aos alunos do Terceiro Colegial...
http://youtu.be/9u6iTGeVfWE
Respondendo a um comentário publicado hoje no texto sobre a Carol: queridos alunos, o tempo não cura nada! Tempo não é remédio, não nos receitam em doses nem em drágeas. E sim, colocamos a dor em planos diferentes. Minha mãe me ensinou que a dor da perda de alguém amado não nos abandona jamais, o que acontece é que com o tempo aprendemos a conviver com essa dor... Tempo é mestre, não receituário.
Uma vez, comecei a enxergar um pontinho preto, não sei dizer se no olho direito ou no esquerdo. Fato é que procurei um oftalmologista que me explicou a razão desse pontinho preto que eu enxergava (de forma beeem simples alguma coisa que estava "pregada" na minha retina) e que não havia como eliminá-lo, com o tempo (sim, o tal) eu me acostumaria e nem mais perceberia o dito pontinho. Tanto é que hoje não sei dizer a vocês por qual olho eu o via. Isso é só para exemplificar que as situações vão "se ajeitando" com o... Vamos lá, em coro? "Teeeeempooooo"...
A presença da Carol nas nossas vidas é o que tornou nossas existências experiências incomparavelmente mais ricas. Ela faz falta? Ohhhhh, se faz... Vai doer amanhã chegar na sala e não ter o meigo sorriso com cabeça viradinha para o lado? Ohhhhhh, se vai... Vai doer sempre se lembrarmos com pesar. Mas vai doer menos se lembrarmos do sorriso, da doçura, da luz.
Não se trata de uma apologia ao "não vamos sofrer as perdas". Nós temos esse direito de sentir a falta, de perceber que sangramos, de dizer "Pô, Deus, a gente queria ela aqui conosco..."
Li esses dias no livro novo da Martha Medeiros uma frase que me fez pensar nas pessoas que amam a Carolina: "A vida não apenas continua, ela recomeça". Recomeçar é fácil? É nada! Difícil... Tanto é difícil que, quando temos que "recomeçar" algo, um texto por exemplo, a gente prefere rasgar, jogar fora e fazer tudo de novo, dar um novo começo... Mas a vida nós não rasgamos, não amassamos e "basquetemente" lançamos no cestinho mais próximo... A vida a gente enfrenta. Às vezes temos que acordar fazendo frio (que acho que é o que teremos para amanhã) quando o cobertor implora para que fiquemos; às vezes temos que sorrir quando por dentro estamos uma lástima; às vezes temos que enfrentar uma multidão quando desejamos o silêncio, de preferência o nosso. Viver não segue cartilhas, não há manuais. Um dia a gente acerta; num outro a gente erra, e erra feio às vezes. Um dia a gente perdoa; no outro a gente machuca. Um dia a gente grita; no outro a gente cala. A vida é antítese. Às vezes é mais; é paradoxo! A morte é cheia de eufemismos; eufemismo é dolorido sim...
O certo é que amor não diminui, e todos nós continuamos, como continuaremos, a amar a Carolina. Presença é mais do que sentar do lado. Presença é algo que enlaça a nossa alma e nos sopra: "Estou com você".
Cada religião responde de uma forma aos questionamentos da vida e da morte. Os ateus também devem acreditar em algo, pensar em algo... Não dá para acreditar só na decomposição do corpo quando a pessoa continua vivendo dentro da gente. Ser lembrada é uma forma de existir. Numa das crônicas lidas no citado livro a autora discorria sobre isso: deixo de existir quando morrer a última pessoa que lembrar de e pensar em mim. Assim sendo, muita gente vai continuar existindo em decorrência das minhas lembranças, dos meus pensamentos e dos meus sentimentos...
Desculpem pela falta de respostas sobre como devemos lidar com essa ausência sem consentimento em nosso coração. Eu também não sei o que fazer com essa dor, nem com as outras que acumulei. Às vezes eu calo, às vezes eu choro (na maioria das vezes, tá), às vezes eu tento mudar de assunto, desconversar, fingir que "não é comigo". Funciona? Não. Xingar também não resolve. Outro dia meu marido perguntou por que em novela todo mundo quebra as coisas quando fica nervoso, triste... Perguntou se eu tinha algum vasinho de que gostava menos para a gente experimentar, mas depois pensando que a gente ia ter muito trabalho para juntar os cacos, nós achamos por bem esquecer as saídas da ficção. Esmurrar parede? Dói também e a gente não precisa de mais dor. Então eu também não sei o que fazer a não ser esperar que o tempo (sempre ele) me ensine a colocar a falta do abraço num cantinho e lembrar do sorriso para confortar a minha alma que pede a companhia que experimentei nessa existência. Porque companhia, mais uma vez, a gente pode ter de várias formas. Há uns versos que dizem que "para estar junto não é preciso estar perto". Tenho comigo muita gente que não está perto, dentre esses muitos que aprendi a amar e a "guardar" para mim e/ou comigo está a Carolina. Sempre aqui, em lugar confortavelmente aquecido no meu coração.
Com muito carinho a todos e todas, e desejando um retorno, já na reta final das escolaridade média, que nos fortaleça e nos ensine a olhar quem divide os dias conosco com mais amizade e companheirismo.
Um agradável abraço,
Andréahttp://youtu.be/9u6iTGeVfWE
domingo, 3 de julho de 2011
"Carolina, Carol, Carol, Carolina..."
"Se há algo que possa ser dito ou escrito, não pertencem aos humanos as palavras desse momento... Dor assim dilacera, faz o real parecer coisa inventada. Não há escola que ensine a entender essa lógica da dor. Interrompe o passo e leva o sorriso. Tira a meiguice do mundo para levar para o plano superior, mas a gente ainda precisava do sorriso meigo aqui para nos tornar melhores... Dói e a gente não sabe onde colocar essa dor. Machuca e o bálsamo do tempo não age de imediato. Deixa na gente a sensação de ter dito pouco que a menina Carolina era essencial, de ter declarado pouco o quanto era amada, de ter externado pouco a admiração por ela... Dor assim machuca tanto que a gente não sabe como vai ser o amanhã... E a gente sabe que vai doer bastante até a dor se ajeitar dentro da gente..."
Foram essas as primeiras palavras que o meu coração conseguiu dizer sobre/para a menina Carolina ontem à noite. Essa tradução que a alma pede para o sentimento que habita a todos nós nesse momento exige a palavra mais trabalhada, a estrutura mais rebuscada, a perfeição da letra, porque envolve a beleza da Carolina, mas a dor, essa companheira ingrata, que deu as mãos a nós no sábado, dificultava as escolhas lexicais para o pretendido...
Numa tarefa complicada de falar sobre os sentimentos que imperaram nesse final de semana e numa necessidade urgente de permitir o grito da alma, em meio a questionamentos que todos se fizeram e aos "ses" que as possibilidades impõem, optei por tentar explicar minimamente quem é a Carol que o meu coração retratou ao longo dos anos de convivência. Antecipadamente peço perdão pela incompletude das minhas sentenças e pelas lacunas da minha descrição. Justifico, não é escrita fácil essa do coração...
A primeira imagem é a da meiguice. Saltava no olhar. Estampada no sorriso. Semblante... Uma doçura espiritual que ia além do corpo, ultrapassava feições. Voz, gestos, jeito de andar... Toda delicadeza. Toda mansidão. Tanto especial...
Depois, não há como deixar de falar, a criança vaidosa que foi se transformando em adolescente e dava os primeiros passos da mulher linda... Recordo-me do boné rosa, da boina cinza, rosto todo emuldurado nos complementos com que a criança Carolina se enfeitava... Mais recentemente, nas aulas da tarde, touca de motoqueiro transformado em gorro me fez ver a menina na adolescente e pensar: "Beleza perpetuada jamais se perde. Como ela permanece encantadora..." Pequei nesse dia por não ter externado o quanto ela estava estonteante... Mas ficaram em mim o sorriso e o jeitinho brincalhão quando ela desenrolou a touca cobrindo o rosto e mostrou a língua pelo buraco da peça a alguém que fizera um comentário... E enrolou de novo a lã, com o sorriso posto. São assim marcantes, o olhar e o sorriso. É a imagem que, creio, muitos guardam dela...
Íntima das palavras, Carolina traduzia bem uma alma. O coração, muitas vezes, estava entre o lápis e o papel que recebia seus traçados. Em temas que exigiam a subjetividade dos sentimentos, ela entregava-se em cada palavra, e suas linhas eram ocupadas pela parte mais bela da Carol menina... Percebia-se que os escritos fluíam e o que se tinha era a verdadeira expressão do seu ser.
Carinhosa. Quem não se sentia abraçado em sua presença? Impossível não receber a luz que ela emanava e não sorver da paz que ela doava... Amiga. Não conheço a quem ela tenha destratado. Tal palavra não integrava o dicionário particular que ela conjugava.
Até agora, estou numa briga interna comigo mesma porque me recuso ao verbo no passado. Ela está tão presente dentro de mim, que a minha conjugação está em discordância com o que sinto...
Leveza. Suavidade. Mansidão. Humildade. Alegria. Tudo de bom...
Educação. Bondade. Externava o orgulho da família que lhe ensinara os valores essenciais e que justificavam sua nobreza. A adoração pelos pais era sua maior verdade. O amor pela irmã era sentimento transparente. A família era seu norte, sua bússola, seu "tudo", como ela verbalizava. E, embora digam que heróis e heroínas pertençam à ficção, a Carolina os tinha bem reais. Sua construção como espírito especial estava alicerçada na aliança eterna com Robson, Kátia e Mariana... Família é assim: baldrame que nos edifica para o eterno. E a Carol estava muito firmemente edificada.
Educação. Bondade. Externava o orgulho da família que lhe ensinara os valores essenciais e que justificavam sua nobreza. A adoração pelos pais era sua maior verdade. O amor pela irmã era sentimento transparente. A família era seu norte, sua bússola, seu "tudo", como ela verbalizava. E, embora digam que heróis e heroínas pertençam à ficção, a Carolina os tinha bem reais. Sua construção como espírito especial estava alicerçada na aliança eterna com Robson, Kátia e Mariana... Família é assim: baldrame que nos edifica para o eterno. E a Carol estava muito firmemente edificada.
Dedicada. Atenciosa. Era fácil vê-la mostrar o brilho do interior: quando o celular iluminava no seu estojo, anunciando as palavras do namorado, iluminado também ficava o seu coração... Por isso, apaixonada... E como esse namorado tranformava os dias dela... Como ele concretizava em ações o que ela passou a decodificar amor... E ela traduziu de todas as línguas o termo num único vocábulo: amor para a Carol era somente "César"...
A moça Carolina fez a passagem para o plano superior antes que nos sentíssemos preparados para entender a pressa dos seres de luz em tê-la na união plena. O coração da gente ficou assim, meio perplexo, querendo entender o sentimento de desamparo que nos tomou de surpresa, chegou de supetão... Ficamos todos atordoados, sem entender o que não carece de explicação, ficamos todos a espera de que nos prestassem conta da perda momentânea que sofremos por ora. Sabemos que ela está conosco e que nos aguardará com todos os seus atributos que a tornam tão especial... Ela foi antes, muito antes do que a gente queria que fosse (convictamente que a gente nunca sequer pensou que ela fosse). Estamos na fase da negação: "não pode ser", "não é verdade", "não é justo"... Haveremos de caminhar para a fase da aceitação, mas esse percurso é longo, demanda tempo, demanda paciência, e a dor, nossa companheira de agora, é imediatista e sabe torturar nosso espírito. Por mais que pensemos e saibamos que ela está bem, sangraremos pela carteira vazia na classe, pela incompletude dos dias que teremos que enfrentar... Será exigida muita força de cada um de nós. Afinal, em qual disciplina aprendemos que há dores que são implacáveis??? Qual a fórmula que nos garante o resultado exato do cálculo da vida? Mentirosos os dicionários que carregam sinônimos; em nenhum deles encontrei o que conceitua o que estou sentindo. Alguma língua estrangeira traduz esse dilacerar? Quais elementos compõem as lágrimas? Por meus olhos minam uma espécie de água salgada, mas e o que derrama minha alma? A geografia dos mapas não explica a história das vidas que marcam a minha. Não há regra que justifique a interrupção a que fomos submetidos. A gente precisava da Carol por mais um bocado de estações... E os nossos conceitos, regras, fórmulas não nos ajudam agora. Agora, precisaremos uns dos outros... A particularidade de cada um deverá ser somada a do outro para que seja amenizada a falta que sentiremos da moça Carolina nos dias da história que estamos a escrever. Ela concretamente estará em todos os nossos capítulos, existirá em todas as nossas páginas, mas ela deixou o enredo para que nós o construíssemos sem as suas palavras; ficaremos, pois, com os seus modelos.
Que nenhuma vida abandone o paradigma Carolina: a meiguice dela estará perpetuada em cada um de nós... Reproduzamos, assim, o bem que ela nos oportunizava e desejemos, com muita verdade, que a luz dela permaneça a nos guiar...
Eu já estou com muita, mas muita saudade dela...
E as palavras que me ficam no momento são as que o César, a quem a Carol traduziu amor, pediu que ajudássemos que chegassem até o alto: "não aprendi dizer adeus, não sei se vou me acostumar (...), não aprendi dizer adeus, mas tenho que aceitar (...) não aprendi dizer adeus, mas deixo você ir, com lágrimas no olhar". O "nosso inverno" vai sim passar, a gente vai sim aceitar, mas isso não nos isenta da dor desse processo. Amadurecer também é isso: saber onde colocar a dor dentro da gente para não nos machucar todos os dias. Vai doer sim, vai doer muito, porque nossa condição egoísta e humana nos impede de vislumbrar o processo de crescimento pelo qual a Carolina já está passando. Nós é que somos pequenos demais para assimilar tanta oportunidade de crescimento... Vai doer sim, vai doer muito, mas "um dia, amiga, a gente vai se encontrar"... Eu tenho certeza de que esse encontro é certo, belo e real.
Com o coração que "não é maior que o mundo", porque nele não cabem nem as minhas dores, eu compartilho com vocês parte do muito que a "Carolina, Carol, Carol, Carolina" me fez experimentar...
Abraços, com eterno carinho,
Andréa
sábado, 25 de junho de 2011
Maria Gadú & Leandro Léo - Linda Rosa (DVD Multishow Ao Vivo)
Percebam como a letra da música dialoga com a cantiga popular "O Cravo brigou com a Rosa".
Tem-se aí um exemplo de intertextualidade.
Relembrando:
"Intertextualidade acontece quando há uma referência explícita ou implícita de um texto em outro. Também pode ocorrer com outras formas além do texto, música, pintura, filme, novela etc. Toda vez que uma obra fizer alusão à outra ocorre a intertextualidade."
domingo, 29 de maio de 2011
domingo, 22 de maio de 2011
Entre Aspas da Globonews: Escritores debatem a falsa polêmica dos erros ...
Para ajudar no posicionamento sobre a questão, assistam ao vídeo.
A discussão é bastante oportuna e rica.
Professora Amanda Gurgel silencia Deputados em audiência pública - A EDU...
Polêmica que tem tomado os telejornais brasileiros.
Alguém discorda da força argumentativa da fala da professora?
Percebam como ela inicia a sua fala, comparando números...
ENEM
22/05/2011 - 12h37
Começam nesta segunda as inscrições para o Enem 2011
DE SÃO PAULO
As inscrições para o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) começam nesta segunda-feira e devem ser realizadas pelo site do MEC (Ministério da Educação).
As inscrições serão abertas às 10 h do dia 23 de maio e terminarão às 23h59 do dia 10 de junho. O exame deste ano ocorrerá nos dias 22 e 23 de outubro.
A taxa de inscrição continua R$ 35. Alunos da rede pública não pagam e os de escolas particulares podem pedir isenção.
MUDANÇAS
O edital deste ano prevê que a prova do Enem tenha um alerta expresso para que o aluno cheque se a sua avaliação não tem defeitos de impressão.
Os candidatos também não poderão levar celular. Eles deverão colocar o aparelho em um saco plástico que ficará lacrado.
ENEM 2012
A realização de mais de uma edição da prova por ano é prometida pelo Ministério da Educação desde 2009, mas foi adiada devido à série de problemas ocorridos com a prova -- vazamento em 2009 e erros de impressão em 2010.
Em 2012, a primeira prova ocorrerá nos dias 28 e 29 de abril. A previsão é que a segunda prova, no ano que vem, ocorra em novembro.
Disponível em http://www1.folha.uol.com.br/saber/919255-comecam-nesta-segunda-as-inscricoes-para-o-enem-2011.shtml, acesso 22 de maio de 2011.
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Polêmica ou ignorância?
POLÊMICA OU IGNORÂNCIA?
DISCUSSÃO SOBRE LIVRO DIDÁTICO SÓ REVELA IGNORÂNCIA DA GRANDE IMPRENSA
Marcos Bagno / Universidade de Brasília
Para surpresa de ninguém, a coisa se repetiu. A grande imprensa brasileira mais uma vez exibiu sua ampla e larga ignorância a respeito do que se faz hoje no mundo acadêmico e no universo da educação no campo do ensino de língua.
Jornalistas desinformados abrem um livro didático, leem metade de meia página e saem falando coisas que depõem sempre muito mais contra eles mesmos do que eles mesmos pensam (se é que pensam nisso, prepotentemente convencidos que são, quase todos, de que detêm o absoluto poder da informação).
Polêmica? Por que polêmica, meus senhores e minhas senhoras? Já faz mais de quinze anos que os livros didáticos de língua portuguesa disponíveis no mercado e avaliados e aprovados pelo Ministério da Educação abordam o tema da variação linguística e do seu tratamento em sala de aula. Não é coisa de petista, fiquem tranquilas senhoras comentaristas políticas da televisão brasileira e seus colegas explanadores do óbvio.
Já no governo FHC, sob a gestão do ministro Paulo Renato, os livros didáticos de português avaliados pelo MEC começavam a abordar os fenômenos da variação linguística, o caráter inevitavelmente heterogêneo de qualquer língua viva falada no mundo, a mudança irreprimível que transformou, tem transformado, transforma e transformará qualquer idioma usado por uma comunidade humana. Somente com uma abordagem assim as alunas e os alunos provenientes das chamadas “classes populares” poderão se reconhecer no material didático e não se sentir alvo de zombaria e preconceito. E, é claro, com a chegada ao magistério de docentes provenientes cada vez mais dessas mesmas “classes populares”, esses mesmos profissionais entenderão que seu modo de falar, e o de seus aprendizes, não é feio, nem errado, nem tosco, é apenas uma língua diferente daquela – devidamente fossilizada e conservada em formol – que a tradição normativa tenta preservar a ferro e fogo, principalmente nos últimos tempos, com a chegada aos novos meios de comunicação de pseudoespecialistas que, amparados em tecnologias inovadoras, tentam vender um peixe gramatiqueiro para lá de podre.
Enquanto não se reconhecer a especificidade do português brasileiro dentro do conjunto de línguas derivadas do português quinhentista transplantados para as colônias, enquanto não se reconhecer que o português brasileiro é uma língua em si, com gramática própria, diferente da do português europeu, teremos de conviver com essas situações no mínimo patéticas.
A principal característica dos discursos marcadamente ideologizados (sejam eles da direita ou da esquerda) é a impossibilidade de ver as coisas em perspectiva contínua, em redes complexas de elementos que se cruzam e entrecruzam, em ciclos constantes. Nesses discursos só existe o preto e o branco, o masculino e o feminino, o mocinho e o bandido, o certo e o errado e por aí vai.
Darwin nunca disse em nenhum lugar de seus escritos que “o homem vem do macaco”. Ele disse, sim, que humanos e demais primatas deviam ter se originado de um ancestral comum. Mas essa visão mais sofisticada não interessava ao fundamentalismo religioso que precisava de um lema distorcido como “o homem vem do macaco” para empreender sua campanha obscurantista, que permanece em voga até hoje (inclusive no discurso da candidata azul disfarçada de verde à presidência da República no ano passado).
Da mesma forma, nenhum linguista sério, brasileiro ou estrangeiro, jamais disse ou escreveu que os estudantes usuários de variedades linguísticas mais distantes das normas urbanas de prestígio deveriam permanecer ali, fechados em sua comunidade, em sua cultura e em sua língua. O que esses profissionais vêm tentando fazer as pessoas entenderem é que defender uma coisa não significa automaticamente combater a outra. Defender o respeito à variedade linguística dos estudantes não significa que não cabe à escola introduzi-los ao mundo da cultura letrada e aos discursos que ela aciona. Cabe à escola ensinar aos alunos o que eles não sabem! Parece óbvio, mas é preciso repetir isso a todo momento.
Não é preciso ensinar nenhum brasileiro a dizer “isso é para mim tomar?”, porque essa regra gramatical (sim, caros leigos, é uma regra gramatical) já faz parte da língua materna de 99% dos nossos compatriotas. O que é preciso ensinar é a forma “isso é para eu tomar?”, porque ela não faz parte da gramática da maioria dos falantes de português brasileiro, mas por ainda servir de arame farpado entre os que falam “certo” e os que falam “errado”, é dever da escola apresentar essa outra regra aos alunos, de modo que eles – se julgarem pertinente, adequado e necessário – possam vir a usá-la TAMBÉM. O problema da ideologia purista é esse também. Seus defensores não conseguem admitir que tanto faz dizer assisti o filme quanto assiti ao filme, que a palavra óculos pode ser usada tanto no singular (o óculos, como dizem 101% dos brasileiros) quanto no plural (os óculos, como dizem dois ou três gatos pingados).
O mais divertido (para mim, pelo menos, talvez por um pouco de masoquismo) é ver os mesmos defensores da suposta “língua certa”, no exato momento em que a defendem, empregar regras linguísticas que a tradição normativa que eles acham que defendem rejeitaria imediatamente. Pois ontem, vendo o Jornal das Dez, da GloboNews, ouvi da boca do sr. Carlos Monforte essa deliciosa pergunta: “Como é que fica então as concordâncias?”. Ora, sr. Monforte, eu lhe devolvo a pergunta: “E as concordâncias, como é que ficam então?
Disponível em http://marcosbagno.com.br/site/?page_id=745, acesso em 17 de maio de 2011.
sexta-feira, 13 de maio de 2011
Notícia de hoje sobre pedofilia - Leitura para o EM
13/05/2011 12h28 - Atualizado em 13/05/2011 12h30
Senado aprova infiltração policial para investigar pedofilia na internet
Agentes poderão monitorar sites de bate-papo e redes sociais.
Matéria ainda precisará ser aprovada na Câmara para virar lei.
Robson Bonin Do G1, em Brasília
O Senado aprovou na sessão desta quinta-feira (12) projeto de lei que autoriza a infiltração de agentes policiais em sites de bate-papo e redes sociais para coibir e investigar crimes de pedofilia na internet. Para viabilizar a regra, a matéria prevê a alteração do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). De acordo com o texto, a ação dos agentes precisará de autorização judicial e só poderá ser realizada nos casos em que a prova não possa ser obtida por outros meios. A matéria ainda precisa receber o aval da Câmara para virar lei, o que não tem data para ocorrer.
saiba mais
Elaborado pela CPI da Pedofilia, o projeto foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em abril. Segundo o relator da matéria, Demóstenes Torres (DEM-TO), a proposta poderá prevenir e reprimir o chamado “internet grooming”, expressão inglesa que define o processo pelo qual o pedófilo, protegido pelo anonimato, seleciona e aborda pela rede as potenciais vítimas, crianças ou adolescentes e as vai preparando para aceitarem abusos. A palavra grooming pode ser traduzida por preparar, treinar, adestrar.
Ainda de acordo com Demóstenes Torres, o projeto permite que o agente surpreenda o verdadeiro criminoso, evitando ou interrompendo a prática. A legislação ainda não trata de investigação de pedofilia por meio de infiltração de policiais na internet e, por isso, conforme observou Demóstenes, os juízes ainda estariam tendo cautela ao autorizar ações dessa natureza.
De acordo com o texto, “a infiltração será sempre precedida de autorização judicial devidamente circunstanciada e fundamentada, que estabelecerá os limites da infiltração para a obtenção de prova”. Ela será feita a pedido da polícia ou do Ministério Público, para investigações por até 720 dias.
A CPI da Pedofilia foi criada em 2008 e investigou a ação de criminosos em páginas na internet e sua relação com o crime organizado. O trabalho dos parlamentares foi estruturado em grande parte nas investigações da Operação Carrossel, deflagrada pela Polícia Federal para reprimir a prática do crime de pedofilia em 14 estados e no Distrito Federal.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
"Dúvida" - Complemento para o Ensino Médio
Rubens Ewald Filho comenta o filme "DÚVIDA", assistam:
http://mais.uol.com.br/view/wxs5e3bsd547/rubens-ewald-filho-comenta-o-filme-dvida-0402346CC0B16326
quinta-feira, 21 de abril de 2011
RIO 3D TRAILER DUBLADO - LANÇAMENTO BRASIL
Ontem levei minha amada sobrinha de cinco anos ao cinema. Assistimos ao "Rio".
Entre exclamações infantis (o cinema estava lotado de crianças) e adultos (pais, tios, avós, e avulsos também), presenciamos uma história que possibilita muitos questionamentos (com os pequenos e com os crescidos - não quero usar "grandes" porque é um adjetivo que cabe também às crianças a que me refiro e na acepção mais nobre da palavra). É um enredo que chama a atenção para questões ambientais (a extinção das espécies, o tráfico de animais silvestres), musicais (adorei quando alguma criança comentou "nós aprendemos essa música na escola com a nossa professora" quando acordes de "Mas que nada" embalaram as pessoas no "oba, oba, oba"), sociais (que imagem feia e chata do nosso país aqueles miquinhos reproduzem por aí...), entre tantas outras que podem ser debatidas.
Li que a animação é sucesso de bilheteria no mundo e, em se tratando de uma produção que evidencia o nosso país, acho que deveria ser mais explorada entre as nossas crianças e adolescentes. Bom seria se as escolas levassem seus alunos para assistir ao filme e promovessem debates e trabalhos acerca do aprendido com a história...
Mas mais que a história eu fiquei encantada com as crianças que ali estavam, as reações que elas tinham... Quando o Blu disse assistir ao Animal Planet, minha pequena me segredou "Tia, eu também assisto!!!", com olhinhos arregalados e felizes (ela é uma adoradora de filmes e peças teatrais e não perde uma apresentação ou estreia em sua cidade).
Quem assistiu ao filme (adulto ou criança), o que achou???
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