quarta-feira, 30 de março de 2011

"Carta aberta a Jair Bolsonaro e ao 'CQC', em defesa de Preta Gil e das vítimas de preconceito"

terça-feira, 29 de março de 2011
Crítica | 01:42

Carta aberta a Jair Bolsonaro e ao ‘CQC’, em defesa de Preta Gil e das vítimas de preconceito


Compartilhe: Twitter
O “CQC” da última segunda-feira exibiu um quadro que não só chocou a todos como suscitou as mais variadas discussões. Nele, o deputado Jair Bolsonaro respondia a perguntas feitas por anônimos e famosos. Depois de afirmar que tem saudades da ditadura e de que jamais correria o risco de ter um filho homossexual, o político foi questionado pela cantora Preta Gil sobre como reagiria caso seu filho namorasse uma negra. A resposta, para surpresa geral, foi que ele não corria esse risco, já que seus filhos não foram criados num ambiente de promiscuidade como ela. Sim, leitor. Não só ele ofendeu a Preta e sua família, como deixou clara a reprovação à possibilidade de ter uma nora negra.
Quero crer que Jair entendeu mal a pergunta, porque, em pleno século 21, parece impossível ouvir esse tipo de declaração. Torna-se muito difícil, no entanto, dado o comportamento prévio do deputado, acreditar nesta possibilidade. Forte opositor da união civil homossexual no congresso, ele já chegou a declarar que os filhos tornam-se homossexuais por “falta de porrada”. Já o fez em meios impressos e também na TV. Exemplo recente é uma edição de “Casos de Família”, comandado por Christina Rocha no SBT.
Pergunto-me aqui o quanto é saudável e de fato necessário levar ao ar uma figura que destila frases que, sim, podem render alguns pontos de audiência, mas são um grande retrocesso. Será que pelo choque – se é que todos se chocam – o preconceito será combatido? Tenho minhas dúvidas. Especialmente porque quem certamente saiu magoada deste episódio foi Preta Gil. Mulher independente, bem resolvida, com sólida carreira profissional, ela não precisava passar por isso. Justamente ela, que já foi vítima de preconceitos estúpidos por estar acima do peso – para os padrões de capa de revista – ou ser filha de quem é. Me solidarizo a Preta. E torço para que este episódio não ganhe proporções maiores do que merece em seu cotidiano. Ele é tão absurdo que não merece destaque. Merece, sim, ser discutido pela sociedade para que pensemos quem elegemos para cargos públicos.
Ao “CQC”, proponho uma reflexão. O programa é mesmo uma lufada de ar fresco no humor brasileiro. Mas até que ponto explorar esse tipo de situação pode de fato despertar uma reflexão mais apurada? Esta questão vale tanto para a presença de um convidado de opinião dispensável como este nobre deputado, como para o quadro em que diferenças entre regiões do país são realçadas. Na semana passada, Danilo Gentili interpretou um pai que humilhava uma criança por ser gay. Ficção, claro. Mas das que doem, incomodam. Até que ponto o choque é preciso? E até que ponto figuras como estas não acabam por reforçar estereótipos uma vez que viraram atração de programas de TV? Vale a pena pensar.

por Fernando Oliveira

ATO RACISTA CONTRA NEYMAR NO AMISTOSO BRASIL X ESCÓCIA - 28/03/2011



Conforme já havia postado, aqui temos um comentário sobre o ocorrido com o jogador Neymar.
Para vocês, foi ou não ato de racismo?

terça-feira, 29 de março de 2011

Jair Bolsonaro x Preta Gil

Terça, 29 de março de 2011, 14h28 Atualizada às 15h07

Contra Bolsonaro, Preta Gil vai a MP, Câmara e pede indenização

Marcela Rocha


A cantora Preta Gil entrará com uma representação junto ao Ministério Público contra o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), pedindo que apurem crime de intolerância racial e homofobia. Em entrevista para o programa CQC, ao responder se aprovaria o relacionamento de seu filho com uma negra, o parlamentar disse que "não corria o risco" por que eles foram "muito bem educados" e não viveram num ambiente "como lamentavelmente" era o dela.

Foto de Bolsonaro em entrevista ao CQC

Já na manhã desta terça-feira (29), menos de 12 horas após veiculada a entrevista, o deputado retificou suas afirmações, dizendo que não tinha entendido a pergunta.
Eu entendi que ela me perguntou o que eu faria se meu filho namorasse um gay (...) Se eu tivesse entendido assim (da forma como a pergunta foi feita), eu diria: 'meu filho pode namorar qualquer uma, desde que não seja uma com o teu comportamento'. Se eu fosse racista, eu não seria maluco de declarar isso numa televisão - afirmou para Terra Magazine.
Segundo o advogado da cantora, Ricardo Brajterman, pretendem entrar também com uma ação por danos morais. O valor será afixado pelo juiz, que vai levar em conta o potencial ofensivo. No entender de Brajterman, o potencial foi "de grande conta". A indenização também leva o caráter pedagógico punitivo, para que desestimule o agressor a cometer esse tipo de conduta.
- Quando ela viu a matéria, chorou, ficou perplexa. Abalou bastante, porque ela defende os negros, e sempre tentou enaltecer a posição do negro na sociedade. Quando ela viu um parlamentar com esse tipo de postura, chocou porque vai contra todo o trabalho que ela, o pai dela e o restante da família, sempre fizeram.
Além das medidas críminais e cíveis, Preta Gil pretende notificar a Câmara dos Deputados, tanto a Comissão de Direitos Humanos quanto a de Ética, para que interpelem o deputado e apurem falta de decoro. "Foi uma atitude incondizente com a de um parlamentar dentro de um país democrático, onde o princípio maior é dignidade humana", diz o advogado.

O Povo Quer Saber (CQC): Jair Bolsonaro X Preta Gil, Gays e Negros. 28/0...



A polêmica começou aqui...
Ordem do dia: informem-se!!! E opinem, é claro!!!
Abraços,
Andréa

Racismo no futebol?

Vítima de racismo, Neymar evita falar do assunto

Dom, 27 Mar, 03h50

Mais uma triste cena de racismo foi vista neste domingo, no Emirates Stadium, em Londres. Aos 22 minutos do segundo tempo, em um lance de ataque do Brasil, uma casca de banana foi atirada no gramado pela torcida da Escócia, tentando atingir Neymar. Quando o jogo foi parado, o volante Lucas Leiva, do Liverpool, retirou a fruta do gramado.
Em sua primeira aparição como profissional na Europa, Neymar brilhou, fez dois gols, e preferiu não comentar o ato: "Esse clima de racismo é totalmente triste. A gente sai do nosso país, vem jogar aqui na Europa e acontece essas coisas. A gente prefere nem tocar no assunto, para não virar uma bola de neve", afirmou o santista à Sportv.
Acostumado com o futebol inglês, o volante Lucas Leiva lamentou o comportamento da torcida escocesa. "Racismo não tem espaço no mundo. Na Europa, que se diz ser do primeiro mundo, é onde acontece mais. A gente tem que, com a nossa imagem, tentar mudar isso, porque cor e raça não quer dizer nada."
Porta-voz da torcida que teria atirado a banana em Neymar, Hamish Husband negou tal possibilidade. "Neymar foi criticado porque acreditamos que estivesse fingindo uma lesão. O racismo não tem espaço na Tartan Army (nome do grupo), e se existisse, nós trataríamos de eliminá-lo", afirmou o escocês, que garantiu que era "pura mentira" o ato de racismo.
Há uma semana, outros dois brasileiros foram vítimas de racismo na Europa, sempre vindo de torcedores rivais: Roberto Carlos, do Anzhi, da Rússia, e Marcelo, do Real Madrid, da Espanha.


Opinem: ato de racismo ou não contra o jogador brasileiro?

domingo, 27 de março de 2011

Texto destinado a alunos do EF

Não se trata de um salto qualitativo de nossa produção industrial, mas é inegável que é um excelente resultado...! Leiam, analisem e reflitam sobre essa notícia.

O Estado de São Paulo 27/03/11
Pelo segundo ano seguido, o Brasil produziu mais automóveis do que os Estados Unidos. Sem incluir comerciais leves, caminhões e ônibus, em 2010 as montadoras locais produziram 2,82 milhões de carros e as americanas, 2,73 milhões.
Nesse segmento, o Brasil é o quinto maior produtor, atrás da China (13,8 milhões), Japão (8,3 milhões), Alemanha (5,5 milhões) e Coreia (3,86 milhões). Os EUA estão em sexto lugar e a Índia em sétimo (2,81 milhões).
A produção mundial atingiu 58,2 milhões de automóveis, número que, somado aos veículos comerciais, totaliza 77,6 milhões de unidades, 25,7% a mais que em 2009.
Entre os dez maiores fabricantes, quatro cresceram acima do índice nacional. O México produziu 50% mais que em 2009, os EUA cresceram 35,4%, a Índia, 33,9% e a China, 32,4%.
O Brasil cresceu 14,6%. A projeção para este ano é de alta de apenas 1%, para 3,68 milhões de veículos, o que abre grande chance de ser ultrapassado pela Índia, que deve manter seu ritmo acelerado.

Se o mundo tivesse 100 pessoas LEGENDADO (prêmio Cannes)


Após assistirem ao vídeo, deem sugestões de como modificar as situações problemáticas.
A proposta reflexiva é para todos os que visitarem este blog!
Abraços, Andréa